ÚLTIMAS NOTÍCIAS / PIB brasileiro cai 0,2% em 2009, mostra IBGE
Queda anual do PIB foi a primeira registrada desde 1992.No quarto trimestre, economia teve expansão de 2,0%
Quinta-feira, 11 de março de 2010
 
 

A economia brasileira fechou o ano de 2009 com uma queda de 0,2%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2008, a expansão da economia brasileira ficara em 5,1%.

 

A queda no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foi a primeira desde 1992, quando a variação foi de -0,5%. O IBGE, no entanto, alterou a metodologia de cálculo do PIB em 1996, o que distorce a comparação.

 

No ano passado, o PIB brasileiro somou R$ 3,143 trilhões em valores correntes. Já o PIB per capita (renda por habitante) teve queda de 1,2% em volume, para R$ 16.414, resultado também do crescimento de 0,9% da população.

 

No quarto trimestre, o PIB brasileiro cresceu 2,0% na comparação com os três meses anteriores, no melhor resultado do ano. A indústria registrou o maior aumento, de 4,0%, seguida pelos serviços (0,6%) e pela agropecuária (0,0%). Os investimentos tiveram alta de 6,6%, enquanto o consumo das famílias cresceu 1,9%, e as despesas da administração pública tiveram expansão de 0,6%.

 

Frente ao quarto trimestre de 2008, houve crescimento de 4,3%, após três trimestres conscutivos de contração da economia nessa comparação.

 

Demanda

Em 2009, o consumo das famílias cresceu 4,1%, no sexto ano consecutivo de alta, e ajudou a conter uma queda mais acentuada no PIB. A despesa do consumo da administração pública também aumentou, em 3,7%. Já os investimentos, (formação bruta de capital fixo) tiveram queda de 9,9%.

 

No âmbito do setor externo, as exportações tiveram redução de 10,3%, e as importações, de 11,4%. Desde 2005 o desempenho em volume das exportações não era superior ao das importações.

 

A taxa de investimento em 2009 foi de 16,7% do PIB, a menor desde 2006 (16,4%), segundo os dados do IBGE. A taxa de poupança também caiu, para 14,6% do PIB, a menor desde 2001 (13,5%).

 

Setores

Entre os setores, apenas serviços teve crescimento em 2009, de 2,6%, inlfluenciado principalmente pelos resultados positivos para intermediação financeira e seguros (6,5%), outros serviços (5,1%), serviços de informação (4,9%).

 

A maior queda foi registrada na indústria: o setor "encolheu" 5,5% no ano passado, com quedas em todas as atividades. O pior desempenho foi o da indústria de transformação, que apontou queda de 7,0%, seguida pela construção civil (-6,3%), e pela eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-2,4%).

 

A agropecuária também teve recuo acentuado, de 5,2%, devido à redução na produção de culturas importantes, como o trigo (-16,0%), o milho (-13,5%), o café (-12,8%) e a soja (-4,8%).

 

Queda ‹positiva‹

O dado de 2009, no entanto, não é tão ruim quanto parece. Com a crise global afetando o desempenho de quase todos os países, na média mundial, o PIB registrou queda de 0,8% no ano passado. Grandes economias, como Estados Unidos e Europa, viram seus resultados sofrerem forte contração em 2009. A maior economia do mundo ficou 2,4% menor. Na zona do euro, o recuo foi de 4,1%.

 

Entre os países emergentes, o desempenho do Brasil ficou atrás da China e da Índia, cujas expansões alcançaram 8,7% e 6,5%, respectivamente, mas bem à frente da Rússia - o PIB do país teve queda de 7,9% no ano passado.

 

Na média dos últimos anos, o Brasil vem registrando resultado melhor do que a média mundial. Em 2007, enquanto o PIB global se expandiu em 4,9%, o brasileiro cresceu 6,1%. Em 2008, o crescimento brasileiro foi de 5,1% - acima da média mundial de 3,0%.

 

Fonte: Do G1, em São Paulo e no Rio

 
 
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